Sabe? Se tem algo que realmente não sei lidar é com aquela inversão de papéis que ocorrem quando é a mulher que parte pra cima do cara, no caso, eu. Quando elas deixam de fazer aqueles joguinhos de sedução, se pondo como como um prêmio acessível e simplesmente te poem contra a parede, dizendo o que querem e te intimando a tomar uma atitude. É desconcertante, e ao mesmo tempo delicioso.
Houve uma vez, eu estava terminado a faculdade de administração… Nunca fui um cara de passar desapercebido, falador, descarado, e sendo veterano a coisa era mais marcante ainda. Nessa época havia uma menina, estava no segundo ano, uma gracinha, baixinha, cabelos crespos, olhos marcantes, risada gostosa, um corpo… Ela sempre aparecia na coordenação do curso quando estávamos lá reunidos. Sempre simpática, mas sem falar muito, foi ganhando espaço nas conversas, um bando de homens e umas poucas meninas, não demorou pras conversas ficarem apimentadas, e eu sempre dando um jeito de perguntar a ela sua opinião, hora sobre esta ou aquela prática sexual, ou como ela agiria em determinada situação hipotética. As respostas dela eram sempre meio veladas, encobertas por uma certa vergonha, mas sempre deixando transparecer que ela tinha uma opinião muito positiva sobre aquilo tudo, nunca disse isso eu não faria, ou se mostrou ofendida de algum modo, ponto pra menina.
Aquilo foi me despertando uma certa curiosidade, uma vontade de descobrir o que se escondia sobre aquela fachada de menina certinha. Pedi para ela me adicionar no messenger dela, para podermos conversar quando não estivéssemos na faculdade, no mesmo dia, quando conectei a noite, estava lá o convite. E logo em seguida surgiu a janelinha com um oi. Na foto do messenger, uma surpresa, a moça certinha estava usando uma blusa com decote abissal, e um olhar que me deu calor na hora. A conversa fluía fácil, aparentemente, por detrás da proteção da net, e longe do resto dos veteranos ela se sentia bem mais a vontade, para dar respostas mais completas e, por assim dizer, mais diretas. E mais, passou a perguntar minha opinião também, perguntas sobre como era meu tipo de mulher, o que me chamava atenção, que gurias eu me interessava na faculdade, e se essa ou aquela história que corria entre os calouros era verdade, do que acontecia nas festas dos veteranos. E principalmente se era verdade que eu tinha feito isso ou aquilo com essa ou aquela menina, a maioria coisa inventada, lendas que circulavam, mas algumas realmente tinham acontecido e dessas ela queria saber os detalhes. Ao longo da semana ela também foi me contando alguns detalhes a vida dela, as experiências mais picantes, os caras mais marcantes, as fantasias, algumas realizada, outras ainda não. Mas percebi que uma coisa que a menina parecia curtir muito eram brincadeiras com desafios, sabe aquelas “duvido que você…”, o que me pareceu uma coisa bem promissora.
Na quinta-feira perguntei se ela iria à festa no Centro Acadêmico na sexta-feira, ela me respondeu que não sabia, e me perguntou porque? Eu respondi que tinha pensado que ela nunca ia nas festas e gostaria de saber se quando ela se arruma pra balada ela usa blusas tão sexys quanto a da foto, já que no dia-a-dia na faculdade ela é sempre tão comportadinha no modo de se vestir. Ela respondeu que essa não era a das mais ousadas que ela costumava usar e que eu me surpreenderia como ela se veste quando está para o crime. Foi a deixa… Duvido que seja tudo isso… você me surpreendeu com essas nossas conversas, mas não acredito que seja assim tão diferente quando está caçando. Ela caiu, na hora respondeu que eu iria me surpreender de verdade na sexta-feira.
No dia seguinte estava naquela ansiedade, o que será que a menina iria aprontar, perguntei pra uns calouros e ninguém a tinha visto na faculdade o dia todo, pelo jeito ela tinha deixado pra vir só na hora da festa, isso se realmente viesse.
Na hora que as aulas terminaram a coisa começou a esquentar no Centro Acadêmico, as cerejas já estavam no gelo, assim com muitas garrafas de vodka e tequila, o som já não era só de música ambiente, tocando uma ótima seleção de clássicos e dos últimos sucessos, povo bonito e animado, aquela festa prometia. Mas eu não tirava a baixinha da cabeça, será que ela tinha caído mesmo, viria toda produzida, pronta para o abate?
A festa já rolava há duas horas, e eu achando que tinha dançado, quando ela entrou… maravilhosa, uma blusa vermelha, transpassada, deixando o umbigo de fora, barriguinha sarada, decote perfeito, sem soutien, que busto lindo… calça jeans clarinha, justa como se tivesse sido costurada no corpo, botinha de salto alto, unhas vermelhas, um fetiche em forma de gente. Enquanto ela cumprimentava as amigas não tinha como não reparar as costas, os ombros, a mostra pela blusa e pelo cabelo ondulado, perfeitamente preso num rabo de cavalo alto, assim como uma leve curva dos seios, dependendo de como você olhasse.
Perdido nessa visão toda, demorei a reparar que ela me olhava com um sorriso nos lábios, me via ali, babando, era óbvio que ela tinha conseguido o que tinha se proposto, eu estava pasmo. Ela veio em minha direção, com aquele mesmo sorriso nos lábios, e aquele olhar da foto do messenger, algo entre um convite e um desafio.
Sem me dar chance já foi largando um “Então? Gostou?”, balbuciei algo como um sim, tentei fazer um elogio estiloso, o máximo que saiu foi um “Linda!” Ela deixava transparecer sem disfarce como estava se divertindo com o efeito que tinha causado em mim. Me pediu uma cerveja, corri buscar. Quando voltei ela acabava de dispensar um coitado que tinha tentado a sorte. Foi quando ela disse que adorava se vestir assim, mas não agüentava ter de ficar se livrando desses “menininhos” e por isso tentava ser discreta na faculdade. Tratei de recuperar o controle, não ia querer ser mais um dos “menininhos”!
O papo rolava legal, e ao vivo era mais agradável que pelo messenger, o único problema era não perder a linha de raciocínio olhando para o decote dela. Ao ponto dela comentar que eu tinha gostado mesmo da blusa. Pra não perder o rebolado, respondi que tinha adorado, que ela ficava ótima com ela. Ela me respondeu, olhando nos olhos, que ficava melhor ainda sem ela! Engasguei! Antes que eu pudesse decidir o que fazer ou dizer, ela me pegou pela mão e foi me conduzindo em direção a porta, pros corredores da faculdade, mal saímos do Centro Acadêmico ela me grudou na parede, me beijou com vontade, sabe aqueles beijos que te deixam aceso no ato, combustão instantânea e imediata? O corpo colado no meu, sem dizer uma palavra, eu sentia o calor dela através das roupas, eu mal podia acompanhar o ritmo da menina, uma loucura, inverti a situação, grudei ela de costas na parede do corredor, minhas mãos passeando por aquele corpo delicioso, ela não deixou barato, pegou minha mão e me puxou pra dentro de uma sala de aula, dizendo que teríamos mais privacidade.
Lá dentro ela me olhava om olhos de predadora, sabe quando você tem certeza do que vai acontecer, independente do que você faça? Era assim que me sentia, a mulher me tinha no controle, me beijava a boca, o pescoço, enquanto as mãos brincavam de pega-pega por todos os lados do meu corpo, uma delícia. Novamente tentei assumir a liderança daquilo, um beijo mais profundo, trazendo o corpo dela pra mais junto do meu, ela se deixou trazer, me ofereceu o pescoço para beijos e mordidas, gemendo baixo a cada toque! Sentia a pele das costas dela arrepiarem a cada toque os meus lábios no pescoço, com a outra mão fui buscar aqueles seios fantásticos, foi quando ela se afastou, não de repente, mas com firmeza, me olhando sempre nos olhos, deu dois passos pra trás e parou, com um sorriso nos lábios me perguntou se tinha gostado mesmo da roupa dela, mal, respondi, hipnotizado. Com movimentos lentos, quase coreografados ela mostrou a roupa toda, dando uma voltinha, que corpo, que seios, que pernas, que bunda, a mulher era uma máquina mesmo, como eu podia não ter reparado nela antes, ela deveria ter mesmo o maior trabalho pra disfarçar aquilo tudo quando vinha pra faculdade.
Comigo ali, para, olhando para ela como quem olha para a mesa de um banquete, ela pôs as mãos para trás das costas e voltou trazendo as pontas da blusa, desamarradas, e com um movimento contínuo se desfez dela, revelando um par de seios perfeitos, arredondados, auréola claras, mamilos proeminentes, ambos apontando para meus olhos, sem perder a expressão de predadora, perguntou se assim, sem a blusa, eu também gostava, respondi apenas com um leve movimento afirmativo de cabeça, sem nem piscar, quanto mais desviar os olhos.
Ela voltou a se aproximar, tirando minha jaqueta e jogando numa cadeira, abrindo os botões da minha camisa, e jogando para o outro lado, enquanto me beijava, logo estava sentindo os seios dela apertados contra meu peito, enquanto eu descia as mãos pelas costas dela, tocando só com as unhas, não arranhando, mas quase… sabe como é? Ele se arrepiava toda, e retribuía me arranhando o peito, as mãos fora descendo e quando vi ela estava abrindo meu cinto.
Sem parar de me beijar, ela escorregou a mão para dentro da minha calça, comentando como ela gostava de sentir assim, latejando na mão. Aquilo me pôs doido, minha respiração já estava ofegante, o coração a mil. Foi quando ouvimos o barulho, no corredor. Ela foi como um raio, vestiu a blusa e saiu pela porta oposta a direção de onde vinha o barulho, eu, meio entorpecido, demorei a fechar a calça, e procurar as minhas roupas. O pior é que não achei a camisa a tempo de evitar que o velho vigia da faculdade me encontrasse ali na sala, só de jaqueta e com o peito nu. Um papo de 15 minutos e uma nota de vinte reais foram necessários para ele continuar a ronda e me deixar sair de lá sem maiores problemas.
Fui direto para o estacionamento, pra pegar meu carro e ir para casa, sem saber que fim tinha tomado a menina. Foi quando a vi, sentada no capô de um carro ao lado do meu, dentro do carro, duas ou três das amigas que sempre via com ela na faculdade.
Ela usava minha camisa, veio até mim, me entregou a a camisa, me deu um beijo molhado e disse pra telefonar para ela no dia seguinte, para terminarmos o que tínhamos começado.
No dia seguinte ela me contou que eu tinha sido prêmio de uma aposta entre ela e as amigas, de que a caloura ia pegar o veterano presidente do Centro Acadêmico. Nem me chateei com isso, afinal eu também tinha me divertido. Voltamos a nos encontrar mais algumas vezes até o fim do ano e minha formatura, depois fui fazer um estágio como treinee em outra cidade e não rolou de continuarmos. Mas ela em convidou para a formatura dela, no baile, enquanto a família toda dela dançava no salão, eu desafiei ela a dar uma fugidinha até o estacionamento, outra loucura, mas dessa vez não fomos interrompidos. Ela se mudou para o nordeste, mas de vez em quando me manda uma mensagem dizendo: “Duvido que você venha me fazer uma visita aqui!” Qualquer dia desses eu tenho de ganhar essa aposta.