Sabe uma coisa que realmente me excita, me seduz… a entrega, o processo em que a mulher para de lutar contra o que está sentindo, de se agarrar aos preceitos de sua criação, às imagens de certo e errado que tem tão bem concebidas na sua mente tão bem estruturada e se deixa ruir, desconstruir, sente as fundações se perderem em terreno alagado, tomada pelo desejo. Essa imagem sim me deixa louco, quando ela para de querer parecer tão certinha e, diametralmente passa a mostrar outra imagem. Que manda as favas idéias pré-concebidas e que ela engoliu a vida toda, e descobre o que ela realmente é, não o que os pais dela queriam que ela fosse, mas aquilo que ela tem nela de mais antigo, primordial, animal… isso é uma delícia.
Antes que alguém me interprete mal, não estou aqui falando de virgindade, muito pelo contrário, a virgem intocada, a princesinha angelical me cansa, é acética e insipida, chata, enfadonha. Falo daquele momento em que a mulher que dá, se torna a mulher que gosta de dar, e que dá porque gosta. Dá porque não há outra coisa que ela possa fazer com aquilo que ferve dentro dela, que lhe aquece as entranhas, toma conta da razão e o lugar do bom-senso.
É quando vejo isso acontecendo é que realmente me entrego…
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Afirmo que somente a experiência e a maturidade pode-se chegar a realização plena em todos os aspectos da vida, e lendo esse post me lembrei desse trecho de Balzac. (mulheres de 30 anos)
“Uma mulher de trinta anos tem atrativos irresistíveis. a mulher jovem tem muitas ilusões, muita inexperiência. Uma nos instrui, a outra quer tudo aprender e acredita ter dito tudo despindo o vestido.
(…) Enfim, além de todas as vantagens da sua posição, a mulher de trinta anos pode se fazer jovem, desempenhar todos os papéis, ser pudica, e até embelezar-se com a desgraça.
Entre elas duas há a distância incomensurável que vai do previsto ao imprevisto, da força í fraqueza.
a mulher de trinta anos satisfaz tudo, e a jovem, sob pena de não sê-lo, nada pode satisfazer.”
Foi Balzac que me inspirou a fazer esse blog, obrigado!